
Com quantos milhões de imóveis vagos se cria uma nova realidade no setor ?
Os dados do Censo 2024 trouxeram um número capaz de provocar uma reflexão profunda no setor.

Hoje, o Brasil tem 11,4 milhões de imóveis vagos. Não estamos falando de imóveis em construção ou esperando valorização, e sim de ativos prontos, completamente desocupados.
São milhões de casas, apartamentos e outros espaços que representam um potencial gigantesco, mas subaproveitado.
Um ponto interessante desses dados é a distribuição geográfica e a segmentação por tipo de imóvel. ⤵
• 75% das unidades são casas, espalhadas por todo o Brasil; • No entanto, em cidades como Balneário Camboriú e Santos, são os apartamentos que dominam o cenário; • Em Balneário Camboriú, famosa pela sua verticalização, 94,4% dos imóveis de uso ocasional são apartamentos. Em Santos, eles também representam 94,1%; • Cidades litorâneas, com forte apelo turístico, são as que mais enfrentam o desafio típico: imóveis ociosos por longos períodos, mas que, ao mesmo tempo, ocupam regiões de alto valor.
Aos investidores do mercado imobiliário, a questão que precisamos levantar é: qual é a oportunidade estratégica por trás desses números?
A resposta poderia estar no modelo tradicional de ocupação, que há décadas se baseia na lógica da compra e venda.
Mas o mercado já não é mais o mesmo e os imóveis desocupados são um sintoma claro de que essa lógica não acompanha mais a demanda.

Em vez de tratar imóveis como produtos que dependem exclusivamente de transações de venda, a RALC soluções imobiliárias, propõe uma nova perspectiva: ativos imobiliários que podem (e devem) ser transformados em serviços contínuos, capazes de gerar receita recorrente e oferecer flexibilidade para atender às necessidades modernas de ocupação.
Pegue o exemplo de Balneário Camboriú. A cidade tem o maior número de arranha-céus residenciais do Brasil e é reconhecida pelo seu público de alto poder aquisitivo. No entanto, uma grande fatia de imóveis permanece desocupada a maior parte do ano. Estamos falando de apartamentos que poderiam estar gerando valor contínuo, como por meio de modelos de shortstay ou co-living.
Em Santos, uma cidade com forte apelo turístico e um mercado de locação sazonal estabelecido, o cenário é semelhante. Por que não maximizar o valor desses ativos por meio de soluções de locação flexíveis, ajustadas à sazonalidade e à demanda temporária?
Seja em cidades litorâneas ou grandes centros urbanos, o Real Estate como Serviço representa uma solução prática e lucrativa para o dilema apresentado pelo Censo: transformar imóveis parados em geradores de receita, utilizando o que já existe no mercado de forma mais inteligente e eficiente.
A conclusão é clara: investidores que continuam focados exclusivamente na compra e venda de imóveis estão perdendo dinheiro.
O estoque de imóveis vagos é uma mina de ouro esperando para ser ativada por quem entender que o modelo de serviços é uma nova maneira de enxergar o valor de cada metro quadrado, que pode ser monetizado continuamente.
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